ANA JULIA FORTES DE OLIVEIRA



Em memória

  • 23/07/2002
  • 24/09/2021
Ana Júlia, Filha amada! A vida sem você, perdeu a cor, o brilho, o sentido e tudo se tornou irrelevante. Sua partida precoce me deixou um vazio e meu corpo hoje é tão oco que parece não ter alma e tampouco coração. Minha matéria parece vagar neste plano, sem rumo, sem propósito e numa solidão que me consome. Meu amor, você ainda tinha tanto pra viver, para conquistar, para se alegrar! Para amar e ser amada, tinha tantos planos, era tão jovem e ao mesmo tempo tão madura. Como é difícil viver com esse aperto de que você não volta. Ju, minha menina, minha companheira, parceira, tão organizada com tudo, sempre tão amorosa com “mãezona” (como me chamava), era a melhor versão de mim mesma. Você é o primeiro e o último pensamento do meu dia. O filme que passa em minha cabeça é de tudo que vivemos juntas, desde quando foi gerada em meu ventre até seus 19 anos. Gratidão por ter me permitido viver ao seu lado por 19 anos, sempre juntas! Gratidão por ter me permitido conviver e ser mãe de um ser humano tão especial e incrível como você. Tão meiga, simpática e educada. Foi breve, mas foram os 19 anos mais intensos e felizes da minha vida. Nossa conexão é algo inexplicável, como éramos parecidas em tudo. Como sinto falta do seu cheiro, seu beijo, seu abraço, seu sorriso, seus cabelos lindos e longos, suas brincadeiras e suas brigas, seus doces e seus lanches que me fazia com tanto carinho e foram os melhores que já comi. Como sinto falta de te ouvir chamar: “mãezona” (sempre acompanhado de um pedido) pede uma pizza? Noite da esfirra? Vamos fazer um brigadeiro? Posso sair? Vem me buscar? Vamos no shopping? Faz um pix? Vamos ver um filme? Me leva ali? Você sempre amou mais os animais que os humanos, era sábia, sempre teve razão. Lembro que passávamos de carro e você dizia: “olha mãe, coitadinho daquele cachorro ali, deve estar com fome, sede e frio.” E por você, levava todos pra casa e dava comida, água, banho e carinho, (nem que tivesse que encontrar um lar para o doguinho até o dia seguinte). O Tchily então, nem se fala, tudo o que fazia por ele, tratava como se fosse um filho. ele sente demais a sua falta. Vejo ele triste e perdido também as vezes. Filha, que saudade de você, que saudade ! A dor que sinto é uma dor inexplicável, a pior dor que um ser humano pode sentir. Afinal a lei natural da vida foi invertida e hoje só sei de uma coisa, se eu conseguir passar por isso que estou passando agora, posso enfrentar qualquer situação, nada mais me abala. Não consigo acreditar e parece que você irá chegar a qualquer momento, entrar pela porta e dizer: “oi mãezona” Parece surreal tudo isso. Ter que vestir um personagem todos os dias não tem sido fácil, ter que continuar sem você tem sido doloroso demais. Ter que apreciar sua beleza pelas fotos, seu sorriso pelos vídeos nem de longe tem o mesmo gosto, mas foi o que me restou, suas lembranças ! Você, foi e sempre será um ser de luz, intensa e radiante, de alma boa e sincera! Eu fui agraciada por ter compartilhado meus dias ao lado de alguém como você. Sei que está nos braços do pai ! Brilha aí, como brilhou aqui minha garota, seja luz ! olha por mim, o meu amor não vai ter fim, tudo que passou do meu lado, estará pra sempre marcado! Amo você para todo o sempre, minha princesa♥️ Enquanto eu viver, você sempre será lembrada ! Até breve filha !


Vida e Memória - 2026 - Todos os direitos reservados.

Acesse a nossa Política de Privacidade