ANA CALYNE DE SOUSA FURTADO



Em memória

  • 30/10/1995
  • 10/06/2024
Porque tem dia que a Saudade é só o que a gente tem. Em honra e memória de Ana Calyne Chamada carinhosamente de "Kaká", filha de Renata e Luis Fernando, Ana Calyne nasceu no dia 30.10.1995 em São Luís, Maranhão. E, no dia 10.06.2024, tornou-se a maior saudade no coração de quem teve a sorte de conhecer e conviver com ela. Ana Calyne viveu uma infância saudável e feliz. O tipo de infância que forma um caráter e uma personalidade para o melhor que se pode ser. E foi ao lado de sua mãe, Renata, de sua irmã, Carolyne e de seu padrasto, Leônidas, a quem chamava carinhosamente de Léo, que ela descobriu os primeiros amores e as amizades mais verdadeiras. Com o tempo, seguindo o curso natural da vida, Ana Calyne cresceu, tornando-se uma jovem feliz, radiante e protagonista de sua própria história. E, assim como o poeta e escritor Fernando Pessoa, ela teve em si todos os sonhos do mundo. No entanto, às vezes, ou quase sempre, a vida teima em frustrar nossos sonhos, projetos e esperanças. Ainda no ensino médio, Ana Calyne conheceu Raylton Alexandre e, com ele, além de viver o tipo de amor que só se vive uma vez na vida, recebeu de Deus seu maior presente: seu filho Henry. Em honra e memória de Ana Calyne Ana Calyne era católica, devota de Nossa Senhora. Amava dançar Fit Dance, era meiga, estudiosa, amável, sonhadora, talvez por isso amasse tanto a cor rosa-a cor da graciosidade, das belezas e delicadezas. Conquistou muitos e bons amigos, mas foi nas amigas, Valquíria e Renata, que ela encontrou as irmãs que a vida lhe deu. No ano de 2015, Ana Calyne ingressa no curso superior de Designer Gráfico. Estava feliz e muito animada com essa nova fase de sua vida. Tudo estava indo muito bem, até que, no dia 27.05.2016, Ana Calyne e Raylton sofreram um grave acidente automobilístico. E, a partir dali, Calyne iniciou uma das maiores batalhas de sua vida: a luta pela própria vida. As perspectivas e os diagnósticos não eram nada animadores, mas, como a última palavra sobre tudo é do Senhor Jesus, com o tempo, tratamentos, medicações e muitas orações, Calyne, até então presa a uma cadeira de rodas, recobrou os movimentos, a consciência, as forças e retornou à vida normal. Isso graças, primeiramente, a Deus e ao incansável empenho de sua mãe e de seu padrasto, Leônidas, que, muitas vezes, mesmo sem nenhum conhecimento técnico, Em honra e memória de Ana Calyne conduziu sua reabilitação em casa, inclusive as sessões de fisioterapia. Embora ainda em reabilitação, mas já com grandes progressos, Calyne retomou seus estudos na faculdade, sendo acompanhada e assistida em sala de aula por sua mãe. Gradualmente, ela recuperou a normalidade de sua vida, incluindo o relacionamento com Raylton, que fora interrompido durante sua reabilitação, por opção de ambos. Plenamente reabilitada, mãe, casada e formada em Design Gráfico, a vida de fato voltara a sorrir para Ana Calyne, que, por sua vez, voltara a sonhar e tecer planos para o futuro. Um futuro que, infelizmente, nunca chegou. Assim, no dia 10 de junho de 2024, Ana Calyne partiu para a eternidade, deixando de viver fisicamente entre os seus para morar eternamente em suas memórias e saudades. E ali, envoltos pela dor do luto e pela incompreensão, seus familiares e amigos, que antes se preparavam para seu retorno ao lar, agora preparavam a "casa" para sua despedida. Ana Calyne, tendo combatido o bom combate, partiu, deixando tanta coisa iniciada, pouco passado e tanto futuro para viver. Em honra e memória de Ana Calyne Dizem que no céu há uma data marcada para os reencontros entre a humanidade e seus maiores lutos e saudades. Não se sabe a data exata, mas sabe-se que este dia chegará. Que a crença e esperança por esse reencontro sejam atenuantes da saudade que, às vezes, nem cabe no peito. Que sejam conforto para os dias mais difíceis. Dias em que até o simples respirar exigirá sacrifício. Como por exemplo, em seu aniversário, na cor rosa, na tatuagem da irmã Carolyne, em seus traços no pequeno Henry, em suas chegadas, no jeito irreverente de quebrar o silêncio da casa, no seu lugar à mesa e na vida de quem mais lhe amou. Ao fim de sua vida, Ana Calyne soube manter-se viva mesmo não estando mais aqui, pois além de boas memórias e de um filho, ela deixou um legado de superação e resiliência. E legado nunca morre.


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